Minha História de Emagrecimento

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 ERA UMA VEZ…

…uma menininha que adorava pão de sal com manteiga na chapa, todo dia de manhã. E o pai dela dizia: conheço uma menininha que de tanto comer pão acabou ficando gordinha.

Mas ela não entendia que ele estava falando isso pra ela! Hahahahaha

downloadE assim começa a minha história! Eu nem me lembro que idade eu tinha…

Minha referencia sempre foi de gordinha, desde criança. Na verdade sempre foi uma coisa que me intrigou e que me fez chegar até aqui: o que leva uma criança a engordar???

1992

Minha adolescência então… foi um caos! Foi a época em que mais engordei. Com 14 anos me mudei do interior de Minas para Belo Horizonte. Vim morar com meus irmãos e só hoje percebo o quanto essa transição foi pesada (literalmente) pra mim. Fiquei obesa! Foi a forma como meu corpo sinalizou a dificuldade de adaptação. Eu dei todos os sinais de que estava deprimida, mas nem mesmo eu conseguia perceber. Com 18 anos e 1,69 de altura, eu pesava 108kg.

O INÍCIO DA JORNADA

Minha primeira dieta foi aos 11 anos, foi a única vez que tomei remédio para emagrecer. Isso foi em 1986, as formulas mágicas estavam na moda! Com o acompanhamento da minha mãe, que é pediatra e se incomodava muito com minha situação. Mas foi ela mesmo que detectou mudanças no meu humor e resolveu parar.

carnaval 95-1 casamento paulo carnaval 95Dessa época até 2011 fiz todo tipo de dieta que você possa imaginar! rss De acupuntura a spa, só proteína, simpatias do arroz, dietas doidas de comer uma laranja com 2 bolachas água e sal no almoço, dietas da moda, nutricionista… aiai!

Então com 23 anos (em 1998) eu consegui ir para os 60kgs com o acompanhamento de um nutrólogo Dr. João Gabriel, uma das pessoas mais adoráveis que já conheci. Um mestre pra mim! Sem remédios ou cirurgia! Ele não prescrevia dietas, mas eu era muito jovem e não conseguia ter paciência de emagrecer com o tempo, eu queria tudo rápido! Então ele me liberou de seguir o Vigilantes do Peso.

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Emagreci 48 kg em duas etapas de mais ou menos nove meses cada, com um intervalo entre elas – Foi um período que eu estava bem cansada de dieta e não conseguia ter força de vontade. Depois de uns meses tomei fôlego e comecei de novo. Mal sabia eu que essa seria uma das muitas vezes que eu ficaria cansada de fazer dieta…😦

Nessa época eu aprendi a ter bastante disciplina com a atividade física. Quando eu estava muito pesada eu só conseguia fazer hidroginástica, e tomei muito gosto. Fazia diariamente e depois complementava com umas voltas na Praça da Liberdade. Mas não foi suficiente… Aos poucos eu comecei a engordar de novo, não conseguia perceber e quando percebia pensava assim: ahh esse pouquinho a mais hoje não é o que vai me engordar

nov95 reveilon 96 sp 97Ledo engano! No início de 2000 eu já tinha engordado 20kgs. Minha facilidade de engordar 20 kgs era inacreditável! Conheci o spinning, retomei firme a dieta, o que deu um belo resultado e no final do ano estava eu de novo em torno de 60!

Bom, essa parte do famoso efeito sanfona todo mundo conhece… Foram 6 visitas aos 60kgs até 2010! Isso porque eu pensava gordo!

Uma vez me perguntaram o que é pensar gordo, bom, pensar gordo é almoçar pensando no que vai jantar, comer rápido pra repetir, com medo de acabar, ficar observando o prato das pessoas, comer muitos brigadeiros nas festas e ainda levar pra casa mais um tanto (como se brigadeiro fosse a coisa mais rara do mundo!), não dividir a caixa de chocolates, comer escondido no quarto, tirar o carro da garagem tarde da noite só pra comprar aquela coisa irresistível!… e por ai vai!

O lado bom disso tudo, foi que eu tomei gosto pelo assunto. Lia tudo sobre nutrição e atividade física, o que é bem comum na vida dos gordinhos! E na época do Dr. João Gabriel, ele me recomendou o livro do Dr. Flavio Gikovate, (que é uma das referências do meu trabalho hoje) onde ele fala sobre o vazio existencial e conta a própria história de emagrecimento sem dieta.

Eu tentei parar com as dietas, juro que tentei, mas como eu sempre me impunha muita restrição, quando liberava era um desastre. Minha relação com a comida era completamente desequilibrada!

Eu atribuía a comida um valor e um poder que ela não tem!

natal de 95Eu sofri muito com esse processo, me restringi de muita coisa, festas, viagens, convívio com a família… Na casa dos meus pais no interior, tem uma mesa grande de refeições, quando reúne a família e uma pequena pra eles no dia a dia. Eu almocei nessa pequena, sozinha, separada da família, por anos. Todos respeitavam, mas hoje eu percebo a carga subjetiva que esse ato tinha. Fora o preconceito, a vergonha de rasgar a calça e não ter outra pra usar, entrar numa loja e comprar uma calça 50 masculina… Era enorme até pro meu pai! hahahaha Bom, não vou entrar em detalhes se não isso aqui vai vira um livro!

São marcas profundas que ficam no ser.

Hoje eu vejo que eu acabei vinculando dieta a solidão, a restrição, a punição. Eu deixei de fazer tanta coisa, ficava quietinha dentro de casa pra “não perder o embalo da dieta” e pensava: quando eu atingir meu peso eu vou poder sair, minhas roupas vão me servir, vou ficar mais espontânea e mais confortável comigo mesmo! Vai ser lindo! Só que muitas vezes, antes mesmo de chegar ao tal peso ideal, eu já estava engordando de novo… Eu ficava tão angustiada e ansiosa que ai é que eu engordava mais!…

Mas é claro que eu ia engordar de novo, essa história de que as coisas vão melhorar quando eu emagrecer é a maior das ilusões! E o jeito é me esconder de novo debaixo da gordura!

Pra piorar, de tanta atividade física mal orientada, eu acabei desenvolvendo uma instabilidade no quadril… Pronto, tive que suspender corrida, spinning, musculação, tudo! Era uma dor insuportável! Resultado: 6kgs em 2 meses, e os tais 20kgs em mais 5 meses… E muita angustia, muita tristeza, muita indignação e raiva de mim, de ser tão fraca e não ter força de vontade!

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Hoje eu sei que minha questão não era, em absoluto, falta de força de vontade e que minha disciplina era uma baita inflexibilidade! Tava na hora de despertar!

Em 2009, eu trabalhava a uns 5 anos em uma grande multinacional, tinha uma rotina desgastante e sem qualidade. Acordava cedo, chegava em casa tarde, morria de cansaço… Decidi então começar um trabalho de expansão de consciência, com meditações, sempre buscando entender a obesidade. Acabei estudando muito sobre as manifestações religiosas ao redor do mundo e as formas de se ligar a Deus, especialmente o xamanismo. Também li tudo sobre física quântica e metafísica que caia na minha mão!  Me voltei para a vida espiritual, como forma de combater o estres que eu estava. Depois decidi estudar Leitura Corporal, como hobby, plano B. Eu me interessava pelo assunto, queria saber o que significava aquela tal dor no quadril… E mesmo com o novo estilo de vida continuava engordando… No início de 2011, com o final de um relacionamento e mais uns probleminhas, veio aquela “engordada” clássica! Eu estava tão cansada que tive um surto (rss), era o fim da linha… Então finalmente a ficha caiu!

Dizem que o fundo do poço tem mola!

Eu compreendi que precisava cuidar do lado emocional! Para que o emagrecimento fosse efetivo eu precisava vasculhar e faxinar meus cômodos internos! Eu nem imaginava o tanto de entulho que ia sair daqui! rsss

Eu já tinha feito terapia duas vezes, mas sempre ficava frustrada porque eu não conseguia resultados consistentes. Mas dessa vez foi diferente, conheci o EFT: EFT (Emotional Freedom Technique). Fiquei extremamente curiosa com os resultados e comecei a estudar em sites americanos, já que a técnica era pouco difundida no Brasil. Perfeito! Percebi que com EFT todo tipo de cura é possível! E lá fui eu com meu caderninho, auto aplicando e anotando tudo que aparecia na mente. Cada 5 minutinhos que sobrava do meu dia eram dedicados a minha limpeza emocional! Aos poucos fui liberando memórias passadas, fui entendendo coisas, bloqueios, crenças… Até que consegui chegar na raiz do problema!

fezinha2Bom essa história eu dedico a minha querida mãe, pra que ela se sinta aliviada também! Eu sempre conto – e sem drama – porque pode ser que alguém se identifique com ela.

Quando eu tinha pouco mais de 1 ano minha avó materna faleceu, e meu avô sentiu muito, ficou doente. Minha mãe teve que ir pra outra cidade cuidar dele. Não tinha outro jeito, ela teve que deixar a gente com meu pai e minha madrinha. Foi muito sofrido pra ela, e pra mim também! Durante uns dois anos ela ficou entre idas e vindas. Ficava às vezes mais de um mês sem ver a gente. Numa dessas idas eu “estranhei” ela… Ela sempre contou esse caso, mas de repente eu compreendi!

Eu me senti rejeitada! Fiquei insegura! Muito insegura! Achei que o mundo era um lugar inóspito!

Eu não fui rejeitada, eu sei disso. Minha mãe me deixou amparada, com minha irmã mais velha, meu pai. Eu estava muito bem protegida!  E depois disso eu passei a enxergar a vida sob esse filtro! Como um óculos, com lentes de rejeição….

UM NOVO CAMINHO

Desse momento em diante eu comecei a pensar: meu Deus, como eu queria que mais pessoas soubessem o quanto é importante cuidar do emocional para emagrecer! Como eu queria que alguém tivesse me oferecido ajuda pra percorrer esse caminho.

Foi assim que surgiu a ideia do metacorpo, que ficou em gestação por um bom tempo. Agora eu consigo oferecer uma coisa que eu gostaria muito de ter recebido: acolhimento e direção!

Em 2012,  eu decidi estudar PNL (Programação Neurolinguistica). Foi mais um divisor de águas na minha vida! Eu sentia muita falta de um pouco mais de inteligência emocional, e a PNL me ajuda com isso no dia a dia. Quando eu vi o que era possível fazer com a minha mente… As praticas me ajudaram com minha compulsão alimentar, com meus hábitos, minhas crenças limitantes.


Meu objetivo é que a cura vá além do corpo!

Hoje eu vejo o ganho de peso como sintoma, é uma das premissas do programa. A questão passa muito pela carência, pela autossuficiência, pela auto rejeição, pelo padrão da culpa… São muitos meandros.

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A CURA – A MEDICINA DE FLOR DE LÓTUS

Agora eu tenho uma relação bem mais madura comigo mesma e consequentemente com a comida. Eu percebi que minhas referencias, minhas ilusões, minhas crenças eram da minha criança, eu estava emocionalmente parada no tempo.

Não foi fácil nem rápido, foi com muito EFT! Mas eu consegui!

Não tenho mais ataques de GULA. Sei bem quais são os gatilhos, mas uma vez que a gente ensina a mente um novo caminho ela aprende!

Cuido da minha alimentação, procuro sempre alimentos saudáveis, “que crescem”! Evito doce, fritura, comida industrializada. Mas meu foco hoje é tentar perceber quais são os alimentos que não me fazem bem. Alguns me deixam mais cansada, sonolenta, etc. E é bem importante evitar liberar os fins de semana, meu corpo não sabe que é sábado! Uma forma de resolver isso é me permitir pequenos prazeres alimentares ao longo da semana. E de vez em quando uma escapulida está super no contexto! Mas “orgia alimentar” NUNCA MAIS! rsrss Não tem mais essa de fazer dieta, alimentar bem é minha rotina de vida e esse processo não tem mais começo, meio e fim, é pra sempre!

O autocuidado é imperativo! Fazer contato consigo mesmo diariamente, perceber as emoções e buscar recursos: uma boa massagem, contato com a natureza, um cineminha, um banho quente…. podem fazer milagres!

Outra coisa que aprendi nesse processo, é que para emagrecer e manter o peso com saúde é preciso o tripé: corpo, mente e espirito. Sem essas três abordagens o tratamento fica incompleto, o que pode fazer a pessoa se manter no ciclo da sanfona por uma vida inteira.

Tenho feito um profundo resgate de mim mesma e das minhas relações interpessoais. Eu me “desproibi” tudo! Posso comer e beber de tudo! E como eu não estou mais sobrecarregada de emoções eu não tenho medo de exagerar.

Sendo assim, posso viajar, ir a todas as festas, casa de amigos, vou pra casa dos meus pais sem estres! Antes eu tinha três opções: Não ir, ir de dieta e carregar o kit sobrevivência ou a pior e mais comum, já que não vai ter jeito mesmo vou comer tudo que tiver na frente! Um horror.

Pra mim o caminho da cura é o auto perdão e a autoaceitação.

Pensar magro é cuidar da alimentação, mas sem paranoia. É ser flexível e poder sair da rotina de atividade física sem ter medo de levar tempos pra voltar ao normal. É caminhar de forma leve!

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Buscar sempre, melhorar todo dia, me amar cada vez mais, me acolher e me aceitar sem restrições, essa é minha busca diária e o meu lema hoje!

 

 

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