Acolher as emoções

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Você sabe a importância de conhecer e acolher suas emoções?

Fomos acostumados a classificar nossas emoções como boas ou ruins, e aquelas que são boas são festejadas e às vezes fazemos tudo para alcança-las e mantê-las. Tudo mesmo, as pessoas se drogam, traem, humilham, comem em busca de prazer, segurança, estima, controle… Ninguém quer lidar com as frustrações, com a raiva, com o medo, mesmo sabendo que esses sentimentos e emoções fazem parte da nossa natureza humana. Eles são necessários pra nossa sobrevivência e precisamos com urgência criar uma relação melhor com eles. Muitas vezes nós nem nos damos conta do quanto estamos tristes, magoados, porque sentir essas emoções é muito desconfortável…

Mas como fazer para melhorar nossa relação com as emoções “negativas”?

Em primeiro lugar parar de classifica-las como boas ou ruins, isso reforça a dualidade. Uma coisa que é ruim porque é desconfortável nunca será boa, pensamos assim. Se pensarmos que aquela emoção é um sintoma de que alguma coisa esta me incomodando, de que tem alguma coisa fora do lugar, ela passa a ser benéfica. Afinal como eu vou saber que alguma coisa não está bem se eu não sentir o desconforto? O corpo, assim como as emoções, faz esse papel de traduzir.

Então o próximo passo pode ser o de dar ouvidos ao corpo. Tentar sentir onde se manifesta e como é, é um aperto, uma fincada, uma sensação sufocante? Aos poucos o corpo gera confiança em você e começa resgatar aquela inteligência visceral que está esquecida, enferrujada pelo desuso. Isso contribui e muito para a famosa intuição, aquela nossa conexão com o que há de mais puro e verdadeiro em nós e que nos dá os sinais de qual caminho seguir.

Depois precisamos aprender a dar boas vindas ao desconforto. Boas vindas? Isso mesmo, boas vindas! Faz parte de você, da sua condição humana, o sentimento é seu e quer dizer muito à seu respeito! Precisamos permitir que aquela emoção cumpra seu papel de mostrar que alguma coisa não vai bem. E tudo aquilo a que você resiste, persiste!

Com o exercício de reconhecer, acolher e entregar a um Poder Maior que eu (seja lá o que você entenda como Poder Maior) completa o ciclo de dar vazão natural ao ciclo emocional, não deixando que as emoções se estanquem e que saim depois em forma de compulsão, principalmente a alimentar.

bebe_maos

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